Eu gosto muito de alguns escritores, entre eles, Arnaldo Jabor e Lya luft, tenho a impressão catalogada em minha alma, de que quando eu crescer, eu gostaria de ser como eles. Tão categóricos em colocar em pauta e expressar, a miséria humana, os difarces que usamos e porque não dizer, as cartazes dos sentimentos tão conflitantes....
As impressões, são tão tênues, tão efêmeras, não há porque tentar explicar a condição humana de cada um, são mais do que o aspecto doce e áspero diante das circunstâncias da vida. Onde as relações se encontram superficializadas e sem sentido, se tornam como substância volátil, quando se alcança o objetivo.
Percebo a fome cada vez mais insessante do outro, quando se figura no fato de sentir e ter prazer nisto. Parece que se liga o sentido de alerta e ficamos atentos de que ser vunerável, é errado. E com isto, buscamos nas ilusões, motivos para continuar, como um prêmio a ser conquistado.
O sabor da conquista, já não se é dado mais a ter prazer em estar com o outro, por simplesmente estar, mas porque ali, podemos encontrar o que eu chamo categoricamente de muleta.
Sim, "ponto de apoio" para o momento de solidão, de frustração, mascaramos a falta de nossa própria essência e como bem diz Arnaldo Jabor, queremos tudo, mas até que ponto estamos realmente condicionados a nos entregar em projetos verdadeiros, onde, respeitar o sentimento do outro está direcionado a ser deixado de lado, porque estamos concentrados em nós mesmos.
E aí , vem o poder da persuasão ou da sedução, não importa o nome, pois no frigir dos ovos, o significado é o mesmo.
O que aconteceu com o fato do sentir prazer em estar em companhia do outro ou de expressar que o outro é importante e especial ou que você simplesmente diz que gosta e sente falta da companhia e o outro, se sente acuado? Como se fosse proibido ser querido, o fato de alguém ser querido, não quer dizer que está sendo pedido em namoro ou em casamento.
Como bem diz o Arnaldo, nem todo beijo é pra romancear, nem todo sexo é pra descartar e nem sempre o outro vai querer o que você tem para oferecer, mesmo porque, dependendo, o outro , não está afim de se comprometer com seus sentimentos ou suas impressões a respeito dele, porque muitas vezes, ele pode ter isto tudo, em momentos que são passageiros e ele se alimenta assim. É o que ele dá conta.
E assim, as relações se tornam como areia da ampulheta quebrada, não há como rete-la. Poucos são aqueles que estão com a coragem de se deixar ser invadido com um ataque fuminalmente de prazer hecatômbico de tesão com sentimento, tesão sexual pleno e absoluto, mas com a intensa e importante sensação de que não é somente sexo.
Fica um prazer consciente e superficial, ao invés de ser uma entrega plena, sem a preocupação do que virar a seguir.
E assim, pulamos de pessoa para pessoa e o que temos no final, é um quinhão de corpo a corpo, quando na verdade, deveria ser corpo e alma.
Não existe nada mais gostoso, do que você perder o controle fazendo amor, com aquela pessoa que te deixa enlouquecida de tesão, com a qual você quer manter um viver pleno, sem esta regra de que tem que ser para sempre.
O infinito é bem melhor do que o efêmero, e o futuro é incerto, nada tem de previsível, é a eterna sensação do frio a barriga e com isto ficamos no muro, porque o medo impede que enxerguemos e nos deixemos ser acarinhados, o medo de gostar nos paraliza.
A natureza feminina tem se transformado a cada dia, o que percebo são mulheres agindo como se tivessem colhões, testoterona, onde ela , assim como muitos homens, os seduz, os levam pra cama, depois "educadamente"ou não, os despacham sem a menor cerimônia.
Só tenho a lamentar que essa superficiliadade esteja tão abrangente à homens e mulheres, com isto, a expressão do ditado que diz que gato escaldado tem medo de água fria, pode ser perfeitamente aplicada aqui e o que vemos são homens e mulheres com uma crescente desconfian;a de que se eles deixam suas máscaras caírem e passam a ser o que eles realmente são, vão ser destruidos. O que é uma mentira que a gente criou, para que o outro não nos conheça, porque tememos decepcionar ou nos frustar ou nos iludir.
É uma pena, eu prefiro ser o que eu sou, mesmo correndo o risco do outro não ser o que ele é realmente, no dia a dia dele comigo, é melhor ser do que estar, é melhor estar inteira, do que pela metade.
A essência das relações, é você poder fazer ao outro, aquilo que você gostaria que fizesse com você. E acreditem ou não, dá muito menos trabalho do que ficar criando meios de levar uma vida morna e bem mais ou menos.
Meus amigos que me conhecem, sabem como eu sou, na minha intensidade, posso garantir, a quem quer que seja, que sou feliz por ser como sou, por me derramar para os meus amigos e por não me preocupar nem um pouco se eles farão o mesmo por mim.
Todos eles, tem suas dificuldades, seus momentos de cartase, crises e a vida é assim. Tenho uma amiga que vive me pedindo desculpa por não ser tão presente cotidianamente. Eu já disse pra ela, que não me importo e continuo amando ela, mesmo vendo-a muito pouco.
Quando a gente se respeita e se ama, não tem porque criar situações de confusão e nem cobrar porque os amigos nem sempre estão conosco ou não fazem na mesma medida que fazemos por eles. Penso em mim primeiro, no sentido de que quando eu não estou bem ou muito ocupada, eu também "me ocupo de outras coisas para fazer" e fico dias e já houve caso, de semanas sem aparecer. E nem por isto me sinto mal, porque antes de mais nada, respeito os meus sentimentos e minhas impressões acerca de mim mesmo e do meu próximo.